A Bolsa Brasileira de Mercadorias é uma associação civil sem fins lucrativos, criada para ser um Centro de Agronegócios Brasileiro, com o objetivo de realizar transações de produtos agropecuários e de outros bens e serviços, além de títulos representativos de operações com mercadorias e serviços.
O Sistema de Registro e Custódia de Títulos do Agronegócio (SRCA), administrado pela Clearing de Derivativos BM&F possui a finalidade de restituir uma bolsa norteadora em princípios de economia de mercado, notadamente quanto ao acesso igualitário dos participantes, em ambiente de livre formação de preços assegurando competitividade e transparência em todo o processo de negociação.
A estruturação de suas atividades levou em conta os seguintes fatores de estrutura e conjunto:
- A tendência atual de terceirização dos serviços considerados como suplementares ao funcionamento operacional de uma bolsa, que no caso da Bolsa Brasileira de Mercadorias seriam atividades de registro, custódia, compensação e liquidação.
- A existência da BM&F, bolsa moderna, com credibilidade e alto padrão ético reconhecidos nacional e internacionalmente, com larga experiência na administração de centrais de registro, custódia, compensação, liquidação e gerenciamento de risco.
- Pelo fato da BM&F ser associada instituidora da Bolsa Brasileira de Mercadorias e detentora de 55% dos seus títulos, deu-se, no conjunto desses fatores, a estrutura da Bolsa Brasileira de Mercadorias, com objetivo de operar com eficiência, baixo custo administrativo-operacional.
O Centro de Negociação da Bolsa Brasileira de Mercadorias, compõe-se de SALA DE NEGOCIAÇÃO e do SISTEMA ELETRÔNICO DE OPERAÇÕES, interligando todas as CROs (CENTRAIS REGIONAIS DE OPERAÇÕES), distribuídas pelo Brasil, que possibilitam um fluxo maior de números de novos interessados nos negócios ali ofertados.
O Centro de Negociação da Bolsa Brasileira de Mercadorias dispõe dos seguintes sistemas operacionais:
- Sistema de Negociação que interliga todas as Centrais Regionais de Operações (CROs) através do Sistema Eletrônico de Operações (SEO).
- Sistema de Registro e Custódia de Títulos do Agronegócio – SRCA, da BM&F, que prestará esses serviços para a Bolsa Brasileira de Mercadorias.
- Sistema de Liquidação através de banco de liquidante coordenado pela área de liquidação da Câmara de Registro, Compensação e Liquidação da BM&F.
O Sistema Eletrônico de Operações da Bolsa Brasileira de Mercadorias integra um sistema operacional desenvolvido com recursos da tecnologia da informação, exclusivamente para aquisições de bens e serviços via Internet, em que vence o fornecedor que oferece o melhor preço.
São duas modalidades - pregão por prazo determinado – próprio para ofertas com prazo ou tempo solicitado pelo cliente, e - pregão dinâmico - que obedece aos princípios gerais do pregão por prazo determinado, salvo, na ocorrência do fechamento do negócio, surgir lance igual, ou de melhor ao preço ofertado.
O Pregão Eletrônico tem amparo legal disposto no artigo 2º parágrafos 2º e 3º da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002. Que regulamenta as licitações de compras de bens e serviços para os Órgãos de Administração Pública.
A Bolsa Brasileira de Mercadorias mantém ambiente competitivo com tecnologia de ponta e eficiência operacional, no qual podem participar as Corretoras Associadas através das suas Centrais Regionais de Operações (CROs).
Devido a todos estes benefícios oferecidos, a cada dia novos associados se integram ao quadro social da Bolsa Brasileira de Mercadorias, atualmente a Bolsa de Mercadorias de Florianópolis e a Bolsa de Mercadorias de Fortaleza.
A grande motivação sócio-econômica por trás da iniciativa de criação da Bolsa Brasileira de Mercadorias é a necessidade de modernização dos canais de comercialização de produtos agropecuários no país, oferecendo instrumento eficiente e confiável para atendimento de seus programas de aquisição de bens e serviços, venda de produtos e serviços. |