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Bolsa Brasileira de Mercadorias

Devido à necessidade de um sistema organizado de comercialização que fosse viável as condições necessárias à formação de preços, e a participação da iniciativa privada no financiamento da produção agropecuária, as Bolsas de Mercadorias de Goiás (BMGO), Mato Grosso do Sul (BMMS), Minas Gerais (MINASBOLSA), Paraná (BMP), Rio Grande do Sul (BMRS), e Uberlândia (BMU), estas lideradas pela BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), em 26 de setembro de 2001, convencionaram suas intenções através das assinaturas registradas, com o objetivo de criação da Bolsa Brasileira de Mercadorias.

Os representantes das respectivas Bolsas acima mencionadas firmaram seus propósitos em Ata de Assembléia de Constituição, aprovando então o Estatuto Social da Nova Bolsa.

Nascia então no dia 22 de outubro deste mesmo ano, iniciando assim as suas atividades a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM)

A Bolsa Brasileira de Mercadorias é uma associação civil sem fins lucrativos, criada para ser um Centro de Agronegócios Brasileiro, com o objetivo de realizar transações de produtos agropecuários e de outros bens e serviços, além de títulos representativos de operações com mercadorias e serviços.

O Sistema de Registro e Custódia de Títulos do Agronegócio (SRCA), administrado pela Clearing de Derivativos BM&F possui a finalidade de restituir uma bolsa norteadora em princípios de economia de mercado, notadamente quanto ao acesso igualitário dos participantes, em ambiente de livre formação de preços assegurando competitividade e transparência em todo o processo de negociação.

A estruturação de suas atividades levou em conta os seguintes fatores de estrutura e conjunto:

- A tendência atual de terceirização dos serviços considerados como suplementares ao funcionamento operacional de uma bolsa, que no caso da Bolsa Brasileira de Mercadorias seriam atividades de registro, custódia, compensação e liquidação.

- A existência da BM&F, bolsa moderna, com credibilidade e alto padrão ético reconhecidos nacional e internacionalmente, com larga experiência na administração de centrais de registro, custódia, compensação, liquidação e gerenciamento de risco.

- Pelo fato da BM&F ser associada instituidora da Bolsa Brasileira de Mercadorias e detentora de 55%  dos seus títulos, deu-se, no conjunto desses fatores, a estrutura da Bolsa Brasileira de Mercadorias, com objetivo de operar com eficiência, baixo custo administrativo-operacional.

O Centro de Negociação da Bolsa Brasileira de Mercadorias, compõe-se de SALA DE NEGOCIAÇÃO e do SISTEMA ELETRÔNICO DE OPERAÇÕES, interligando todas as CROs (CENTRAIS REGIONAIS DE OPERAÇÕES), distribuídas pelo Brasil, que possibilitam um fluxo maior de números de novos interessados nos negócios ali ofertados.

O Centro de Negociação da Bolsa Brasileira de Mercadorias dispõe dos seguintes sistemas operacionais:

- Sistema de Negociação que interliga todas as Centrais Regionais de Operações (CROs) através do Sistema Eletrônico de Operações (SEO).

- Sistema de Registro e Custódia de Títulos do Agronegócio – SRCA, da BM&F, que prestará esses serviços para a Bolsa Brasileira de Mercadorias.

- Sistema de Liquidação através de banco de liquidante coordenado pela área de liquidação da Câmara de Registro, Compensação e Liquidação da BM&F.

O Sistema Eletrônico de Operações da Bolsa Brasileira de Mercadorias integra um sistema operacional desenvolvido com recursos da tecnologia da informação, exclusivamente para aquisições de bens e serviços via Internet, em que vence o fornecedor que oferece o melhor preço.

São duas modalidades - pregão por prazo determinado – próprio para ofertas com prazo ou tempo solicitado pelo cliente, e - pregão dinâmico - que obedece aos princípios gerais do pregão por prazo determinado, salvo, na ocorrência do fechamento do negócio, surgir lance igual, ou de melhor ao preço ofertado.

O Pregão Eletrônico tem amparo legal disposto no artigo 2º parágrafos 2º e 3º da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002. Que regulamenta as licitações de compras de bens e serviços para os Órgãos de Administração Pública.

A Bolsa Brasileira de Mercadorias mantém ambiente competitivo com tecnologia de ponta e eficiência operacional, no qual podem participar as Corretoras Associadas através das suas Centrais Regionais de Operações (CROs).

Devido a todos estes benefícios oferecidos, a cada dia novos associados se integram ao quadro social da  Bolsa Brasileira de Mercadorias, atualmente a Bolsa de Mercadorias de Florianópolis e a Bolsa de Mercadorias de Fortaleza.

A grande motivação sócio-econômica por trás da iniciativa de criação da Bolsa Brasileira de Mercadorias é a necessidade de modernização dos canais de comercialização de produtos agropecuários no país, oferecendo instrumento eficiente e confiável para atendimento de seus programas de aquisição de bens e serviços, venda de produtos e serviços.

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